Fake news acima de tudo, fake news acima de todos. Perfil falso derrubado pelo Facebook foi acessado da casa de Bolsonaro e do Planalto

Perfil no Facebook operado a partir de endereços ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) consta na lista de páginas derrubadas pela Polícia Federal (PF). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as localizações são o Palácio do Planalto e a casa da família na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Os perfis saíram do ar em junho do ano passado. Os relatórios produzidos são referentes aos atos antidemocráticos, em abril de 2020, que defenderam o retorno do País a uma ditadura militar e a reedição do Ato Institucional Número 5 (AI-5), dispositivo do Regime (1964-1985) que cassou mais liberdades, considerado o mais severo.

Nos endereços ligados a Bolsonaro, foram acessadas contas de Instagram chamadas Bolsonaro News e o perfil particular do assessor do presidente, Tércio Arnaud Thomaz, apontado como membro do intitulado “gabinete do ódio”.

Os acessos na casa de Bolsonaro ocorreram em novembro de 2018. Os mais de 100 acessos na sede da Presidência se deram entre novembro de 2018 e maio de 2019.

O relatório foi produzido pela Atlantic Council, empresa de análises independentes sobre remoções de contas por causa de “comportamento inautêntico coordenado”. A PF esquadrinhou 80 contas inautênticas autoras da disseminação de conteúdos antidemocráticos.

As operadoras de internet foram intimadas a compartilhar os números de IP – que identifica o computador ao se conectar à rede – de cada computador, por meio dos quais os perfis foram logados, além dos dados usados nos cadastros destes IPs.

Pelo menos 1.045 acessos partiram de órgãos públicos, como a Presidência da República, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Entra na lista ainda o Comando da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército.

A conta Bolsonaro News é definida no relatório como página que utiliza memes para atacar ex-aliados do presidente. A consultoria então diz ser “tática do suposto Gabinete do Ódio”.

Fonte: O Povo On Line

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