Senador Omar Aziz é o mais cotado para presidir CPI da covid em Brasília

O senador Omar Aziz, do PSD-AM, é cotado para presidir a CPI que vai investigar a responsabilidade e omissão do governo de Jair Bolsonaro no combate à pandemia de covid-19 (coronavírus) e aplicação dos recursos federais por estados e municípios.

No caso específico, a chamada CPI da covid vai investigar a falta de oxigênio na rede hospitalar de Manaus em plena pandemia.

Ao Congresso em Foco, o senador confirmou que seu partido, por ser o segundo com a maior bancada na casa, vai reivindicar a presidência. Além disso, o Amazonas deve ficar com a relatoria, para o MDB do senador Eduardo Braga, que tem a maior bancada.

Aziz defendeu que a comissão se valha dos protocolos sanitários e da tecnologia para iniciar as atividades o mais rápido possível.

Segundo ele, há espaço suficiente para os 11 titulares da CPI manterem o distanciamento no auditório do colegiado. E também recursos técnicos para os assessores trabalharem em outro ambiente, fazendo as oitivas remotamente.

“Esta comissão tem um perfil mais independente do que pró-governo. O Senado não tem ‘centrão’, é muito independente. Será uma CPI muito isenta, sem procurar crucificar ninguém. Mais voltada para identificar problemas e buscar soluções”, disse Aziz.

Apesar de se identificar como independente, o senador do Amazonas não escondeu a sua maior proximidade com o governo Bolsonaro do que Otto Alencar (BA), outro representante do partido no colegiado. Ele chegou a identificar o colega como próximo ao PT.

Bolsonaro foge de Rodrigues e Calheiros

Sabe-se que a principal articulação do governo é evitar que a presidência e a relatoria da CPI fiquem com opositores ferrenhos do governo, Por exemplo, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL).

Conforme Aziz, a CPI precisa identificar por que o Brasil não fez parte de consórcios de vacina no ano passado. Além disso, a situação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que fez promessas não cumpridas.

“No Amazonas, ele prometeu vacinar todo mundo com até 50 anos, em fevereiro. Estamos em abril e ainda estão vacinando quem tem 60 anos”.

Amazonas vai ser destaque

De acordo com o senador, o Amazonas terá papel de destaque nas investigações devido ao caos instaurado no início do ano, principalmente com a falta de insumos e oxigênio.

“O nosso estado serviu de referência, infelizmente do ponto de vista negativo, para os outros estados não cometerem os mesmos equívocos. Quase todos os países do mundo já tiveram a terceira onda. Precisamos saber que não existe imunização de rebanho, não tem protocolo de remédios para evitar a covid”.

Fonte: BNC

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