Wilson Lima pediu socorro a ex-ministro Pazuello e ao CMA a 5 dias antes da crise de oxigênio no Amazonas

Cinco dias antes do colapso da falta de oxigênio no Amazonas, o governador do estado, Wilson Lima (PSC), pediu socorro ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ao comandante da Amazônia (CMA), general Theophilo Oliveira.

Mas os pedidos de ajuda foram ignorados.

Os pedidos de socorro foram documentados em ofícios assinados por Wilson Lima.

Os documentos, até então desconhecidos do público, aparecem no inquérito que a Polícia Federal instaurou a pedido do Supremo Tribunal Federal para apurar a tragédia que matou asfixiadas dezenas de pacientes com covid-19, principalmente em Manaus.

O drama da falta de oxigênio hospitalar no Amazonas começou no dia 14 de janeiro e perdurou por pelo menos três semanas.

Todas essas informações aparecem em reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira, dia 9, com o título “Pazuello e Exército ignoraram pedidos do AM por oxigênio a cinco dias do colapso“.

No fim da noite de ontem, o jornal disponibilizou o conteúdo em seu site com a seguinte manchete: “Pazuello e Exército ignoraram pedidos em ofícios do governador do AM cinco dias antes de colapso de oxigênio“.

“Um ofício reproduzido no inquérito, assinado pelo governador do Amazonas, foi enviado a Pazuello em 9 de janeiro. O documento aponta a necessidade de oxigênio diante da alta da infecção pelo coronavírus e do aumento dos casos de internação, com “súbito aumento no consumo” do insumo”, diz um trecho da matéria.

A reportagem diz também que os alertas de Wilson destacam a “iminência de esgotamento” de oxigênio e para a “necessidade de resguardar a vida de pacientes”.

“O ofício diz, então, que a White Martins, empresa responsável pelo fornecimento de oxigênio em Manaus, teria disponíveis 500 cilindros em Guarulhos (SP), prontos para transporte aéreo urgente às 16h do dia seguinte, 10 de janeiro”, acrescenta a reportagem.

A matéria da Folha diz ainda que, no ofício que o governador Wilson Lima enviou ao comandante do CMA, ele avisou do “súbito aumento” no consumo e que havia “iminência de esgotamento”.

Na reportagem há também destacada uma cronologia dos fatos, mostrando as reiteradas vezes em que o Amazonas pediu socorro ao governo Bolsonaro.

Fonte: BNC

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