Prédio de quatro andares desaba durante madrugada no RJ; há vítimas fatais e feridos

Ao menos 12 pessoas ficaram feridas após o desabamento de um prédio de quatro andares na madrugada desta quinta-feira (3) na comunidade Rio das Pedras, no Itanhangá, zona oeste do Rio de Janeiro. Um incêndio foi registrado no local logo após o desabamento, mas já foi controlado.

Bombeiros, policiais militares, equipes da Defesa Civil, da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Assistência Social estão no local.

Ruas da região foram interditadas para o trabalho de resgate. Ainda não há informações oficiais sobre mortes e causas do desabamento.

O prédio, localizado na esquina da rua das Uvas com a avenida Areinhas, ruiu por volta das 3h20. Antes do desabamento, testemunhas relatam terem ouvido barulho de explosão. Também segundo testemunhas, há ao menos quatro pessoas desaparecidas no local.

O desabamento aconteceu na mesma região da tragédia de Muzema, que deixou 24 mortos e sete feridos após dois edifícios ruírem no condomínio Figueiras de Itanhangá, em abril de 2019. A região é dominada por milícias. Os milicianos atuam com grilagem de terras em Rio das Pedras e na comunidade de Muzema.

O vereador Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que o prédio que desabou nesta madrugada faz parte da “cidade ilegal, das milícias”. “No lugar dos tapetes de cores de Corpus Christi, escombros e dor”, disse, sobre o fato desta quinta ser uma data religiosa.

Em maio, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por meio da 1ª Vara Criminal, soltar três réus acusados pelo desabamento que matou as 24 pessoas na comunidade da Muzema, sob a alegação de excesso de prazo na prisão preventiva.

O Ministério Público do Rio de Janeiro foi contrário à revogação das prisões e alegou que não é possível falar em excesso de prazo porque o processo é complexo. “Assim, o decurso do prazo de dois anos, mormente durante período de pandemia, que já se alonga por mais de um ano, é na verdade não moroso, mas rápido”, argumentou o órgão.

Fonte: Folha de São Paulo

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