Após seis dias encalhado no Canal de Suez, navio de 200 mil toneladas volta a flutuar

Após ficar seis dias encalhando no Canal de Suez, no Egito, o navio cargueiro Ever Given voltou a flutuar, fazendo com que o reposicionamento dele seja algo favorável para o processo de comercialização mundial, já que 12% do tráfego passa por este local.

Mesmo com a boa notícia, ele ainda não foi completamente recolocado em navegação, pois o processo para desencalhar ainda segue sendo feito, fazendo com que o canal continue obstruído. Porém, a reabertura está prevista para acontecer ainda nesta segunda-feira (29).

Até o momento, o Ever Given girou um pouco em relação ao posicionamento anterior, fazendo com que uma pequena abertura desse um fio de esperança para que ele volte a se mover de maneira independente, e o serviço marítimo Inchcape mudou o status dele de “encalhado” para “em andamento”.

A esperança é de que a maré suba, como previsto, e a movimentação do navio de grande porte seja finalizada ainda hoje. Quando o Ever Given chegar na parte dos Grandes Lagos, a navegação pelo canal vai ser liberada para o fluxo normal.

A exploração já rendeu várias fotografias incríveis do planeta Terra como o brilho da atmosfera capturado pela Estação Espacial e até muitas imagens fantásticas feitas pelo telescópio Hubble. Entretanto a imagem de hoje é do navio Ever Given, que encalhou no canal de Suez causando muitos problemas em importações, podendo até mesmo piorar a crise global.

Como você pode ver acima, a imagem foi divulgada pela conta oficial da Airbus Space no Twitter. Diversas imagens foram compartilhadas mostrando o Ever Given, encalhado no canal com diversos navios repletos de contêineres atrás dele aguardando passagem.

As imagens foram capturadas por diversos equipamentos inclusos no satélite Pléiades, da Airbus, onde é possível notar a quantidade imensa de contêineres que estão no Ever Given apenas aguardando para serem entregues.

Confira a imagem em resolução total:

O Ever Given está encalhado no Canal de Suez desde terça-feira, 23 de março, impedindo a passagem de demais navios devido ao seu tamanho de 400 metros. Para se ter uma ideia, o canal é uma das principais rotas comerciais do planeta, onde cerca de 19 mil navios passam por ano transportando cerca de US$ 9,5 bilhões em contêineres por dia, segundo estimativas da Lloyd’s List.

Na imagem abaixo, é possível ver que o navio é tão grande que é visível facilmente na foto capturada pela Planet Labs sem a necessidade de um alto nível de zoom.

A fila de navios que aguardam uma brecha para continuar a sua rota já inclui mais de 40 transportando grãos, cereais e até mesmo produtos secos, além de 24 navios-tanque e, de acordo com a Bloomberg, ainda há 8 navios nesta fila transportando gado e um caminhão-pipa.

Em entrevista à Reuters, o vice-presidente de produtos e operações da Sea-Intelligence, afirmou que se o navio continuar interrompendo a passagem no canal por mais 3 ou 5 dias as consequências podem atingir níveis globais.

O canal é essencial para o transporte de mercadorias, pois com ele navios não precisam contornar o Cabo da Boa Esperança na África, reduzindo a distância percorrida em 9 mil quilômetros.

Previsões sobre a liberação do tráfego no canal ainda são imprecisas, responsáveis afirmam que é possível que ele seja desobstruído em dias ou até mesmo semanas, visto que as obras são monumentais devido ao tamanho do navio.

As consequências podem ser graves, Lars Jensen, analista da Sea Intelligence, afirma que se os navios estiverem cheios e o canal for liberado em 2 dias, 110 mil contêineres podem sofrer atrasos de entregas, o que pode gerar um enorme congestionamento nos portos europeus na próxima semana.

Dessa forma, o fornecimento de produtos essenciais pode se tornar escasso no continente, que pode deixar de exportar para demais países do Extremo Oriente. Para se ter uma ideia, os preços mundiais do petróleo já subiram 6% logo após a suspensão do tráfego por Suez.

Por fim, se o canal não for liberado em alguns dias os navios que estão aguardando terão que procurar outras rotas para entregar seus produtos, o que levantará ainda mais custos que devem ser repassados para os consumidores.

Fonte: Tudo Celular

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