SITE REVELA QUE EMPRESA ACUSADA DE PAGAR PROPINA A POLÍTICOS DO AMAZONAS GANHA CONTRATO DE R$8,8 BILHÕES COM ELETRONORTE

O Portal do Holanda, revelou que a Eletrobrás não se preocupou em introduzir uma cláusula antipropina nos contratos com empresas que participaram do leilão para aquisição de energia elétrica e potência associada nos sistemas isolados da concessionária Eletrobras Distribuição Amazonas e desta forma facilitou a participação da construtora Etam no processo.

A Etam é acusada em delação da Lava Jato de fazer contratos fictícios para pagar propina a dois ex-governadores do Amazonas durante as obras da Ponte Rio Negro.

Agora, em consórcio com o grupo Oliveira Geração de Energia, a construtora ganhou três dos cinco lotes disputados, em contratos que somam R$ 8,8 bilhões .

A cláusula antipropina impede que quaquer empresa participe de leilões ou seja contratada caso comprovado ter oferecido propina. Pelo dispositivo, é obrigada a se comprometer a não oferecer “qualquer pagamento a indivíduos ou entidades ligadas ou não à administração pública, “inclusive partidos políticos, membro de partido político, candidato a cargo eletivo”. O dispositivo já é adotado pela Petrobrás e levou a petrolifera a romper recentemente um contrato com o grupo JBS.

Embora nada tenha sido provado contra a Etam, a delação vem sendo investigada. Mera suspeita,entretanto, já afasta qualquer empresa de processos licitatórios. Caso a Eletrobrás estivesse minimamente preocupada com o problema, a participação da ETAM teria sido vetada.

Cabe agora aos órgãos de controle, senão trabalhar pelo rompimento dos contratos, acompanhar sua execução, a ligação da empresa com políticos da região e estabelecer limites inclusive para saques, especialmente nesse período eleitoral, no qual um dos personagens volta à cena em eleição suplementar no Estado do Amazonas.

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