MORADORES DO INTERIOR SÃO MAIS FELIZES, DE ACORDO COM PESQUISA

  O Conselho Nacional da Indústria (CNI) publicou a pesquisa trimestral que aponta o quanto o brasileiro está feliz com a vida que possui e, juntamente com o Índice de Medo do Desemprego, levantou as regiões mais felizes para se viver no país.

O documento constatou que a população mais satisfeita com a vida reside nos municípios do interior dos Estados. Foi lá, onde se atingiu maior pontuação, 66.9 pontos, de uma escala de 0 a 100. A pontuação obtida por residentes nas capitais ficou em 64.7 pontos.

 

Para o aposentado Eneias Albuquerque Farias, de 74 anos, a vida era mais feliz quando morava na ilha do Macanhaí, comunidade próxima ao município de Parintins, a 365 km de Manaus, onde era diretor de uma cooperativa de juta.

“Morei por lá 40 anos e, mesmo longe da cidade, tínhamos tudo o que precisávamos. O comércio estava em alta na cidade e todo mundo era empregado. Tinha escolas boas para os meninos. Não havia criminalidade para a gente sentir medo de andar nas ruas à noite. Todos eram bastante felizes”, recorda Farias.

 

Medo de perder o emprego

A pesquisa do CNI ressaltou que também é no interior que se tem menos medo de perder o emprego. Lá, o índice registrado ficou em 64,5 pontos, enquanto nas capitais e periferias esse índice ficou em 67,5 pontos.

Comparado a dezembro de 2016, o brasileiro, de modo geral, está mais preocupado em perder ou manter o emprego em 2017 do que na pesquisa feita no ano anterior, afirma o documento.

O índice relativo a medo de desemprego estava em 65,7 pontos, em dezembro de 2017. O valor representa uma queda de dois pontos em relação a setembro do mesmo ano. Na comparação com dezembro de 2016, no entanto, o índice representa uma alta de 0,9 ponto – o que significa que o medo do desemprego aumentou.

A pesquisa também mostra que a satisfação com a vida diminuiu entre setembro e dezembro do ano passado. O Índice de Satisfação com a Vida atingiu 65,6 pontos em dezembro, 0,4 ponto menor do que o de setembro e inferior à média histórica, que é de 69,9 pontos.  O indicador ficou 1,2 ponto inferior ao de dezembro de 2016.

 

Explicação

O economista Jefferson Praia explica que por conta dos interiores estarem, em sua maioria, longe dos centros urbanos e dos polos industriais, o comércio gira em torno, basicamente, dos setores alimentícios por conta da proximidade às matérias-prima. Ou seja, a circulação do dinheiro de uma atividade econômica que se mantém em alta na maior parte do tempo, sempre estará presente nas casas de quem mora longe das capitais.

“Quem é interiorano se sente mais seguro ao emprego que exerce porque, de certa forma, esta produção não tem tanto impacto nas demandas, caso haja um impacto muito forte na economia. O pecuário, por exemplo, tem a baixa possibilidade de estar desempregado se comparado aos outros setores. Se as pessoas ficarem mais ricas, elas irão comprar mais comida, pois é uma necessidade básica”, termina o economista.

 

FONTE: PORTAL EM TEMPO

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