MÉDICO SUSPEITO DE MUTILAR 30 DEPÕE NESSA QUINTA-FEIRA

O ex-médico Carlos Jorge Cury Mansilla, que teve o registro cassado por mutilar pacientes em cirurgias no Amazonas e Rondônia, deve ser ouvido nesta quinta-feira (1°) pela Justiça amazonense. Na ação penal 0255945-12.2014.8.04.0001, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado (MP-AM) por estelionato e homicídio culposo de Maria Alteniza de Lima Salles. A audiência de instrução e julgamento está marcada para as 8h30, na 11ª Vara Criminal, no Fórum Henoch Reis, bairro São Francisco, Zona Sul.

De acordo com a denúncia do MP-AM, a acusação de homicídio culposo resultante de uma cirurgia de redução de estômago realizada por ele, em novembro de 2010, ao custo de R$ 25 mil na paciente, que morreu logo após o procedimento. O ex-médico, que se especializou em cirurgia plástica na Bolívia em curso não reconhecido no Brasil, foi denunciado também por várias pacientes por complicações em procedimentos cirúrgicos e mutilações.

Além desta ação penal, Mansilla é réu em outras 26 ações em primeira instância no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). Do total, 10 ações tramitam em Varas Cíveis, nas quais as denunciantes requerem indenização por danos morais; 17 ações tramitam nas Varas Criminais comuns, onde o médico cassado é acusado pelo crime de lesão corporal, lesão corporal grave e lesão corporal seguido de morte.

Em junho do ano passado, o ex-médico Carlos Jorge Cury Mansilla teve a prisão preventiva decretada, a pedido do MP-AM, por repetidas ausências em audiências de instrução e julgamento. A titular da 80ª Promotoria de Justiça (80ª PJ), Lucíola Valois, destacou, na promoção pela prisão preventiva, o embaraço causado pelo réu ao andamento da instrução processual.

O ex-médico não chegou a ser preso, tendo em vista que não foi encontrado. E no último dia 23, o mandado de prisão expedido contra ele foi recolhido, sob a condição de que o mesmo se faça presente na audiência de instrução e julgamento pautada para hoje. Na mesma ocasião, foi determinada a proibição do réu de se ausentar do País, bem como intimada a defesa para entregar o passaporte e que fosse comunicado às autoridades federais da fronteira.

O advogado Félix Valois, que cuida da defesa do ex-médico nessa ação penal, disse que Carlos Jorge Cury Mansilla comparecerá na audiência processual de hoje e, possivelmente, será interrogado. Após isso, conforme ele, a tese da defesa será montada e apresentada nas alegações finais.

Fez ao menos 20 vítimas

Carlos Mansilla, acusado por pelo menos 20 pacientes de erros médicos durante cirurgias plásticas, foi indiciado em 2013 pela PC. Os casos começaram a surgir após denúncias em redes sociais contra o médico. Na ocasião, o médico foi indiciado por lesão corporal grave, danos estéticos e materiais.

Em junho de 2013, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) informou que Carlos Cury não possuía autorização para exercer a função de cirurgião plástico, já que seu curso da especialidade, feito na Bolívia, não é reconhecido no Brasil.

Em setembro daquele ano, Carlos Cury foi interditado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no que se refere ao exercício da Medicina em todo o País e chegou a ser excluído do programa “Mais Médicos”. E em fevereiro de 2017, o ex-médico teve o registro médico cassado, em caráter irrevogável, pelo CFM.

 

FONTE: PORTAL ACRÍTICA

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