JULHO VERDE – AMAZONAS REGISTRA MAIS DE 50 CIRURGIAS AO MÊS PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

 

 

A cirurgia de cabeça e pescoço é considerada um dos principais métodos de tratamento contra o câncer nessa região do corpo humano. Ela compõe o que especialistas chamam ‘tripé oncológico terapêutico’. Na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade do Governo do Amazonas que é referência em cancerologia na Amazônia Ocidental, são realizados, em média, 55 procedimentos com abordagens convencionais e minimamente invasivas ao mês, para tratar pacientes de ambos os sexos, com neoplasias malignas localizadas na boca, face, garganta, tireoide, faringe e laringe, explicou o cirurgião Felipe Jezini, especialista na área.

 

Há três anos os estados brasileiros trabalham, simultaneamente, a campanha ‘Julho Verde’, alusiva à prevenção do câncer de cabeça e pescoço, um dos tipos da doença de maior demanda na FCecon. Para atender aos pacientes locais e de estados e países vizinhos, a unidade de saúde conta com uma equipe especializada de nove cirurgiões de cabeça e pescoço e dois médicos residentes.

 

Jezini destaca que, assim como os demais tipos de neoplasias, quanto mais cedo for diagnosticado o câncer de cabeça e pescoço, maiores são as chances de cura. “É preciso lembrar que a prevenção é uma grande aliada no combate a esse tipo de câncer, que está diretamente associado a fatores de risco como o tabagismo, o alcoolismo, à ausência de higiene bucal e, em alguns casos mais específicos, à presença do HPV (Papiloma Vírus Humano)”, destacou.

 

A associação do tabagismo ao alcoolismo com frequência, potencializa o aparecimento de diversas neoplasias, em especial, às de boca e garganta, comuns em ambos os sexos, mas mais prevalentes nos homens. Já o câncer de tireoide, explica o especialista, é mais incidente entre as mulheres e está relacionado a fatores genéticos e hormonais.

 

Os sintomas das neoplasias malignas de cabeça e pescoço podem se manifestar na boca, nos seios paranasais, no nariz ou na garganta. Entre eles, estão feridas ou nódulos que não cicatrizam, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e mudanças na voz.

 

Cirurgia

O tripé oncológico é composto por três modalidades de tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. No caso do câncer de cabeça e pescoço, quando diagnosticado no estágio inicial, a terapia adotada pode ser apenas a cirúrgica. “Mas isso dependerá da situação clínica do paciente e também do estadiamento (extensão) da doença. Esses são fatores determinantes para a escolha da conduta terapêutica”, destacou Felipe Jezini.

 

Em casos mais avançados, a associação das três modalidades pode gerar resultados mais satisfatórios para a cura do paciente. Outra metodologia bastante utilizada, em especial no tratamento do câncer de tireoide em estágio intermediário, é a iodoterapia. Trata-se da utilização por via oral de iodo radioativo, que ataca diretamente as células cancerígenas e provoca poucos efeitos colaterais.

 

“O tratamento do câncer de cabeça e pescoço tem evoluído com o passar dos anos, com a apresentação de novas técnicas cirúrgicas e a adoção de novos protocolos que aumentam a eficácia terapêutica. Mas, é importante ressaltar que, a principal orientação hoje à população, é adoção de hábitos de vida saudáveis e a visita a especialistas, anualmente, para a realização de um onco-check-up, que além de ajudar na prevenção, também pode salvar vidas através de eventuais diagnósticos precoces”, concluiu.

 

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