FIEAM SEDIA ENTREGA DE PRÊMIOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O empresário da gastronomia, amazonense André Parente, 49 anos, conhecido popularmente como “Chef Dedé”, teve noite de emoção ao receber o Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, categoria Empresa Na Amazônia, em evento que conjuga também entrega do Prêmio Professor Samuel Benchimol. Os prêmios foram entregues na sexta-feira na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). “Sempre me perguntam sobre o segredo do sucesso e eu digo que é trabalhar e lutar por seus objetivos”, sintetizou o homenageado.

Na cerimônia, o empresário Jaime Benchimol pediu licença para quebrar o protocolo e prestar homenagem a André Parente, que iniciou sua trajetória profissional ainda adolescente como office-boy na presidência do Grupo Bemol. “André sempre buscou aprender e buscar novos oportunidades dentro da empresa”, relatou.

O empreendedor começou com pequena barraca de pastel no bairro Parque 10 e hoje é proprietário de quatro lojas e um centro de Distribuição em Manaus, além de filiais em Fortaleza, Uberlândia e Belém.

Os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente 2017 dividem-se em categorias e  contemplam projetos inovadores que visam à conservação ambiental, responsabilidade social e/ou a viabilidade econômica.

Para o presidente da FIEAM, empresário Antonio Silva, a promoção dos dois prêmios é inspirada nas teses de desenvolvimento da Amazônia e sua importância para o Brasil e para o mundo, defendida pelo professor Samuel Benchimol.

 

“Esses foram os ideais que moveram o patrono deste evento, um intelectual que em toda a sua vida e obra dedicou-se a estudar as relações sociais e econômicas da Amazônia”, disse Silva.

 

Projetos premiados

A “Valoração ambiental de imóveis rurais na Amazônia, acesso a crédito rural e capitalização do produtor” foi o vencedor na categoria ProjetoDesenvolvimento Sustentável na Região Amazônica, do pesquisador Antônio Santana, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

“O prêmio é mais um passo dado na causa do auxílio para produtores rurais, espero caminhar cada vez mais rumo ao desenvolvimento desse trabalho e atender não só o Estado do Pará, mas de toda a Amazônia Legal”, destacou o pesquisador.

“Programa Amazônia Conectada-Infraestrutura de Telecom para interiorização de políticas públicas na Região Amazônica”, do pesquisador João Guilherme, e “Leveduras isoladas na fermentação de cacau na Amazônia: da qualidade do chocolate à produção de cerveja”, de Alessandra Lopes, classificaram-se em 2º e 3º lugares, respectivamente.

“Os Prêmios são ações que evidenciam para a sociedade o quanto o Banco da Amazônia valoriza o desenvolvimento sustentável. Nossa razão de existir é oferecer crédito e soluções para que a Amazônia se desenvolva forte, preservando o meio ambiente para as gerações futuras”, disse o presidente do Banco, Marivaldo Gonçalves de Melo.

 

Premiada na categoria Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL), Jaqueline Araujo, apresentou “Conserva de Peixes” para criação da Indústria de Conserva de Pescado da Amazônia (ICPA), em Iranduba (AM). “Esse prêmio é uma forma de perceber cada vez mais que estou no caminho certo na inovação. Vejo que essa premiação me impulsiona a tentar cada vez mais trazer mais projetos como esse”, disse a pesquisadora Jaqueline Araujo.

Em 2º lugar ficou o projeto “Aquaponia: proposta para produção sustentável de alimentos livres de agrotóxico em escala comercial” seguido pela “Agroindústria do cacau para fabricação de chocolate artesanal integrado ao ecoturismo na ilha do Combú”, em 3º lugar.

“Personalidade dedicada ao Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica”, premiação denominada esse ano de Phelippe Daou, homenageou o empresário Mário Expedito Neves Guerreiro, pioneiro da industrialização das fibras na Amazônia, juta e malva, representado pelos filhos Mauri e Sebastião Guerreiro.

Prêmio Florescer

Os mais de 15 anos vividos em função da agricultura renderam o Prêmio Micro empreendimento na Amazônia Rural para a “Banca da Deusa”, localizada em Tailândia (PA).

A proprietária de um hortifrúti e um sítio de onde retira os frutos e legumes para venda faz parte do programa “Amazônia Florescer” de microcrédito rural do Banco da Amazônia. Com o trabalho familiar, Deusamar Silva se diz surpresa com o reconhecimento.

“Muitas famílias em Tailândia vivem desse mesmo sustento, fico surpresa de ser a premiada. Agora levo um incentivo maior não só para a minha família, mas para os outros agricultores rurais que tiram dai o seu sustento diário”, disse a agricultora.

Com o “Micro empreendimento na Amazônia Urbano”, a artesã Rosicléia Bentes foi a agraciada da noite. Cadeirante desde quatro anos de idade, a microempresária aprimorou suas habilidades manuais. Hoje a artesã, moradora de Santarém (PA), trabalha com crochê e costura.

“Aprendi sozinha a manusear a máquina e produzir diversas peças de roupa, como saia, blusa, short, camisa, blazer e varanda de rede. Mesmo com as minhas limitações fui agraciada e nunca esquecerei esse momento”, relata a artesã emocionada.

 

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