FIEAM ATENDE EMPRESAS COM NÚCLEO DE ACESSO AO CRÉDITO

 

A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN/AM), lançou terça-feira (28) em sua sede o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), projeto da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que está sendo implantado em mais 18 estados para atender as Micros, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs).

“O NAC vai atender os empresários, principalmente aqueles que estão em busca de crescimento ou foram afetados de alguma forma pela crise econômica do nosso país. A FIEAM atua para que as nossas empresas possam gerar mais emprego e renda, e assim contribuam para o desenvolvimento do Amazonas”, disse o presidente da FIEAM, Antonio Silva.

O lançamento contou com a presença de empresários dos setores de fiação e tecelagem, construção naval, alimentação, entre outros. O presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus, Carlos Rosas, também representante da empresa Virrosas, aproveitou a ocasião para pedir mais facilidades nas aprovações de projetos e juros mais baixos dos bancos estatais que, de acordo com o empresário, com o acúmulo de taxas, os financiamentos ficam mais onerosos que os praticados pelos bancos privados.

“Hoje nós estamos com juro declinante e o FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) apesar de se tratar de dinheiro a custo zero, pois é recurso constitucional, o governo federal nem sonha em negociar uma redução de taxa. Hoje minha taxa aqui é de 11%, é uma taxa cara no mercado”, frisa Rosa.

De acordo com a gerente de Política Industrial da (CNI), Suzana Peixoto, o NAC está implantado nos estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, e já realizou 11.800 atendimentos, totalizando R$ 320 milhões em créditos para a indústria.

O núcleo conta com parcerias nacionais como a Caixa Econômica Federal (CEF), BNDES e Sudene, mas busca no Amazonas parcerias com os bancos Itaú, Banco da Amazônia, Bradesco, entre outras. O superintendente do Banco da Amazônia, Nélio Gusmão, esclareceu aos empresários que as taxas de juros são praticadas por meio de dispositivos legais, e por isso nem sempre acompanham as mudanças do cenário econômico, mas que de acordo com a necessidade de cada empresa, as taxas de juros podem ser negociadas para facilitar o financiamento.

Os atendimentos são caracterizados como Básicos, com atendimento geral, assessoria de menor complexidade, capacitações e material informático; Intermediário, com relacionamento com agentes financeiros e rodas de negócios com banco-empresa; Avançado I, com assessoria de maior complexidade; e Avançado II, com serviços de consultoria externa ou interna para elaboração de projetos, cooperativa de crédito / sociedade garantida de crédito.

Marcelo Lima, gerente do CIN Amazonas e coordenador do NAC no Amazonas, disse que ainda em dezembro realizará uma rodada de negócios com os futuros bancos parceiros e as empresas atendidas pelo CIN para iniciar os atendimentos do núcleo. “Nossa meta é atender cerca de 40 empresas com serviço de assessoramento e consultoria no sentido de viabilizar o crédito para as MPMEs”, disse Lima.

 

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