ESTÁDIOS PERTENCENTES AO GOVERNO DO AMAZONAS TIVERAM MAIS DE CINCO MIL HORAS DE JOGOS E SEGUNDO SEMESTRE SERÁ DE NOVIDADES

As três principais praças esportivas do Amazonas, a Arena da Amazônia (Constantino Nery), Ismael Benigno, a Colina (São Raimundo), e o estádio que leva o nome do saudoso jornalista esportivo Carlos Zamith (Coroado) tiveram um 2017 repleto de jogos. Campeonato Amazonense, Copa Verde, Copa do Brasil, Série D, o amistoso entre a Seleção Brasileira feminina contra a Bolívia e as meninas do Iranduba encantando o público no Brasileiro Feminino foram os destaques da temporada do futebol.

 

Com o apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), assim como ocorreu em 2016, os clubes de futebol local tiveram total isenção do aluguel dos estádios. Dessa forma, os times amazonenses não pagaram para jogar nos estádios administrados pelo órgão e toda a arrecadação das bilheterias foram direcionadas para os cofres das equipes.

 

“O nosso objetivo sempre foi enxugar os custos para os times locais e viabilizar para que as rendas dos jogos fossem um recurso para que os mesmos utilizassem na manutenção da equipe, seja auxiliando nos contratos, na alimentação, salários, entre outros. Em contrapartida, colocamos à disposição toda a equipe de funcionários da Sejel que compõe o quadro móvel e estruturas sempre com alto nível, como o gramado de qualidade, limpeza em dia, funcionamento elétricos e de estruturas em excelência, tudo isso colaborando para o sucesso do evento”, disse o titular da Sejel, Fabricio Lima.

 

Campanha #LiberaCBF – Ainda segundo o Secretário, para o segundo semestre, a pasta continuará encabeçando a campanha #LiberaCBF, instituída para combater a ação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em proibir que os clubes vendam partidas para estádios de outros estados no Brasileiro 2017. Tanto é, que na próxima terça-feira, 18, Lima reúne com presidente do Vasco, Eurico Miranda, para oferecer a Arena da Amazônia, uma vez que constatou uma ‘brecha’ na regra.

 

“É muito importante que os jogos do Brasileirão possam vir para Manaus novamente. É com eles que também movimentamos o Fundo Estadual do Esporte (Feel) e repassamos o benefício ao esporte local. O arrecadado da porcentagem da Arena se torna investimento e continuamos conversando com a CBF para que nossa campanha possa surtir efeito para 2018. Entretanto, vamos ao Vasco ainda na semana que vem, pois queremos aproveitar a interdição do São Januário. Isso vai fazer com que segundo semestre seja ainda mais movimentado”, destacou.

 

Horas de muita paixão – Ao todo, nos três estádios, foram 64 jogos realizados com mais de 5 mil horas de bola rolando e a rede balançou 177 vezes somente neste primeiro semestre. O caçula Manaus FC, que ganhou do Nacional e pela primeira vez levantou a taça do Campeonato Amazonense 2017 em uma final histórica na Arena da Amazônia, foi a principal novidade da temporada.

 

“A Sejel cumpriu o mandamento constitucional de ajudar o esporte e lazer. Então, o Estado de uma forma mais incisiva e participativa vem emprestar os estádios para fomentar o esporte baré. O secretário Fabricio Lima teve o cuidado de olhar para os clubes e ajudar a todos, cedendo os campos até mesmo para treinamentos. Com isso, tivemos menos custos e começamos um trabalho para soerguer o futebol local. Agradeço ao Governo do Amazonas e a Sejel pelo apoio dado ao futebol e que continue assim”, destacou o presidente de honra e fundador do Manaus FC, Luis Mitoso, à espera de 2018 onde comandará o Gavião do Norte na disputa da Copa Verde, Copa do Brasil e na Série D.

Copa Verde, Copa do Brasil e Série D – Único representante da capital na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil, o Fast saiu ainda na primeira fase das duas competições. O mesmo fato ocorreu na Copa Verde. Com uma vitória em Manaus, na Arena, por 1 a 0 sobre o Santos-AP, o Rolo Compressor foi para o segundo jogo e acabou saindo de campo eliminado com o placar de 4 a 0.

 

Na Copa do Brasil, frente ao Vila Nova-GO, o Fast ficou apenas no empate em 1 x 1 na Arena da Amazônia e se despediu da competição sem o sonho de avançar para a próxima fase.

 

Já na Série D, em seis jogos disputados, o Tricolor fez questão de mandar três deles dentro de casa – na Arena da Amazônia. Mas a vitória por 3 a 2 sobre o São Raimundo-PA e os dois empates em 1 a 1 contra o Gurupi-TO e o Baré-RR não foram suficientes para o time ir mais além na competição.

 

Brasileiro Feminino – Sucesso maior em competições nacionais tiveram as meninas do Iranduba na disputa do Campeonato Brasileiro Feminino A1. Com recorde de público na competição, o Hulk da Amazônia por muito pouco não trouxe para Manaus o tão sonhado título da competição nacional, no entanto contribuiu de forma direta para a disseminação da modalidade feminina nos quatro cantos do País e chamou atenção de outros times, de torcedores e público em geral.

 

A saga em busca do título nacional começou ainda com os jogos no estádio Ismael Benigno. Na Colina, o time esmeraldino venceu o São Francisco-BA, o Grêmio-RS e o Vitória-PE.

 

Os jogos finais da primeira fase passaram a ser na Arena da Amazônia. O estádio da Copa, passou a ser a casa do Hulk e lá o Corinthians, Sport, Audax-SP e o Kinderman-SC sentiram a pressão da torcida amazonense

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O “pavio” para a explosão do recorde de torcedores na competição passou a ser aceso no empate com o Flamengo em 1 a 1, já nas quartas de finais.  A presença de mais de 15 mil torcedores na Arena ajudou o Hulk a avançar para às semis contra o Santos e a quebrar um novo recorde. Dessa vez, mais de 25 mil foram prestigiar a partida contra as Serias da Vila e aplaudiram de pé as meninas do Hulk, que saíram de campo derrotadas por 2 a 1, no dia 26 de junho.

 

Na partida de volta em Santos-SP, o time amazonense por pouco não trouxe a classificação para a final, após sofrer derrota no final da partida por 3 a 2. Somente o Hulk da Amazônia, em seis jogos do Brasileiro feminino, arrastou 46.482 torcedores para a Arena da Amazônia.

 

Amistoso Internacional – Um dos fatos que marcou a Arena da Amazônia no primeiro semestre foi a vinda da Seleção Brasileira feminina. Com Marta e Cristiane em campo, as meninas do Brasil fizeram o primeiro jogo da temporada 2017 no dia 9 de abril contra o Bolívia.

 

A estreia da técnica Emily Lima no comando da Seleção pós-Olimpíadas não poderia ser melhor. A goleada de 6 a 0 deu moral ao grupo que busca uma nova formação para a próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Um total de 16.198 assistiram a partida.

 

É a vez das competições não oficiais e Seleção – Para o segundo semestre, os três estádios do Governo do Amazonas vão abrir seus portões para a disseminação de competições de base e não oficiais. Até outubro, a Copa Leão Braúna de ex-atletas da base terá um jogo por rodada na Arena da Amazônia, Colina e Carlos Zamith.

 

Para a segunda semana de agosto, um amistoso Máster entre um time do Amazonas e de outro estado tambem está previsto para o estádio localizado no bairro São Raimundo.   Além disso, as disputa dos Estaduais Infantil, Juvenil e Júnior seguem nos estádios da Colina e Zamith tendo com a final programada a Arena da Amazônia.

 

Nos dias 28 e 29 de julho, a Arena da Amazônia recebe a decisão dos Jogos Escolares da Juventude (Jeas). Serão quatro jogos por dia, de 20 minutos cada, sem intervalo, proporcionando aos estudantes-atletas a oportunidade única de atuar no mesmo gramado que já passaram craques como Neymar.

 

A Colina tambem não para e recebe no dia 30 de julho a semifinal do Campeonato Amazonense de Clubes Amadores e no dia 13 de agosto a final da competição.

 

Nos dias 2 e 3 de setembro, será a vez do time canarinho desembarcar para realizar dois treinos na Arena da Amazônia, antes de enfrentar a Colômbia, no dia 5, em Barranquilla, pela 16ª rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. O time canarinho chega na capital no dia 1º de setembro, e os treinos serão realizados das 16h às 18h, em ambos os dias.

 

“Todos os eventos que vão fazer parte desses estádios estão programados com muita responsabilidade, pois visamos sempre a boa manutenção dos gramados. Em cada marcação, é avaliado tempo de jogo, número de jogos e assim continuamos com um trabalho impecável e que garante excelência”, disse o engenheiro responsável pelos estádios, Ricardo Silva.

 

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