DIRETORIA DA CÂMARA DE FIGUEIREDO TROCA COORDENAÇÃO DE INSTITUIÇÕES DO ESTADO NO MUNICÍPIO, FAVORECENDO PARENTES E PREJUDICANDO A POPULAÇÃO

Os vereadores de Presidente Figueiredo Patrícia Lopes (PMDB), Jonas Castro (PSB), Inês Sampaio (PSB) e Anderson Leal (PTN), que compõem a Mesa Diretora da Câmara Municipal da cidade, estão sendo denunciados por beneficiar parentes com cargos em órgãos estaduais do município, como forma de pagamento por apoio político recebido nas eleições de 2016.

De acordo com as denúncias, o “favorecimento” tem prejudicado moradores, que hoje padecem com a falta de serviço em determinados órgãos do Estado. A mudança de gestor na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e Universidade Estadual do Amazonas (UEA), ocorrida no início deste ano, por exemplo, prejudicou estudantes, que há dias estão sem ir às escolas por falta de transporte público.

Atualmente, os dois órgãos são comandados por parentes dos vereadores Anderson Leal e Inês Sampaio, que têm demonstrado total despreparo para diligenciar as respectivas pastas. De acordo com alguns pais, várias crianças que estudam em colégios do Estado na sede do município, têm passado horas nas estradas da BR-174 e AM-240, esperando pelo transporte público. Ao questionarem a falta dos serviços, são informados pelos novos gestores de que as instituições estão temporariamente sem transporte para oferecer.

“É uma tremenda falta de respeito com nossos filhos. A desculpa que nos dão é que foi feita uma mudança na coordenação e que existe um processo burocrático para resolver o problema. A sorte é que alguns motoristas dos ônibus escolares da prefeitura oferecem carona para os estudantes do Estado, mas não é possível atender a todos por conta dos alunos da rede municipal. Afinal, a prioridade é deles”, disse uma mãe.

Mais casos

A mesma situação está sendo vivenciada por estudantes da Vila de Balbina, que denunciaram recentemente a falta de transporte para conduzi-los à unidade do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), localizado na sede do município.

A instituição, que deveria arcar com o serviço, não está mais disponibilizando o transporte, causando prejuízos aos alunos, que alegam estar há mais de uma semana sem estudar.

Troca de favores

Conforme a denúncia, a mudança na coordenação de instituições estaduais do município de Figueiredo tem a ver com uma “troca de favores”, em razão de um apoio político recebido durante a campanha de 2016, época em que os quatro vereadores concorriam às eleições municipais.

A fonte também detalhou que Marcio Leão Leal, que é primo do vereador Anderson Leal e atual coordenador da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) – graças ao “empurrãozinho” dado pela Mesa Diretora da Câmara Municipal – foi um dos que mais fez doações em dinheiro para ajudar na campanha do parlamentar, com a promessa de que também seria “ajudado”, caso Anderson fosse eleito.

A diretoria da Câmara  também trocou o coordenador da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), para beneficiar um primo da vereadora Inês Sampaio, de nome André Felipe Passos Araújo. O fato é que essa não é a primeira vez em que a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Figueiredo “passa por cima” dos interesses da população para se auto favorecer.

Envolvidos em inúmeros escândalos, e respondendo a vários processos na Justiça, os líderes da Casa Legislativa demonstram total descaso com seus ofícios e não atentam ao fato de que, tais irresponsabilidades,  promovem a desordem no município.

Negociação de votos

Na tentativa de também se eleger nas eleições em 2016, a vereadora Inês Sampaio negociou casas populares em trocas de votos.  Ela foi denunciada ao Ministério Público do Estado (MPE-AM) por estelionato, após prometer imóveis aos moradores de Presidente Figueiredo, em troca de apoio político, e não cumprir a promessa. Conforme as denúncias, ela teria se aproveitado do cargo que exercia dentro do Programa Minha Casa Minha Vida apenas para se eleger.

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