Blog do Marcell Mota

ATENÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO, ENQUANTO O PREFEITO ERALDO TRINDADE DE BOA VISTA DO RAMOS GASTA COM FESTAS NA CIDADE, A POPULAÇÃO SOFRE COM DESCASO, NÃO TENDO AMBULÂNCIA, REMÉDIOS, MUITO MENOS INFRAESTRUTURA

Distante a pouco mais de 260 quilômetros de Manaus, a população do município de Boa Vista do Ramos, enfrenta dificuldades, no atendimento à saúde e descaso do poder público com os enfermos da cidade.

De acordo com uma denúncia enviada ao Portal do Zacarias, foi mostrado, que fazem quase 2 anos, que a cidade não tem ambulância, porque a única que atende ao hospital Clóvis Negreiros, vive quebrada na oficina. Para atender a pacientes doentes, a unidade hospitalar improvisa o transporte em carros utilitários, sem nenhum cuidado que a situação pede.

Carro utilitário serve de ambulância para transportar pacientes da cidade sem nenhum cuidado médico.

Coisa Grave

O portal também mostrou, que enquanto o setor de saúde funciona de forma precária e sem investimentos, a população local reclama e denuncia, que a Prefeitura de Boa Vista do Ramos, está mais preocupada em gastar com festas, dias a fio na cidade.

Carro com carroceria serve de ambulância improvisada no hospital da cidade.

Pão e Circo

Foi o que aconteceu na semana passada, quando o município completou 35 anos de fundação. Para comemorar a data, o prefeito Eraldo Trindade (DEM), mais conhecido como Eraldo CB, realizou praticamente uma semana de festejos com apresentação de bandas de Manaus e muitos fogos de artifícios, causando revolta em moradores que sofrem com o descaso do poder público.

Aliado a isso, o prefeito decidiu apoiar financeiramente o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Verde Rosa, do município vizinho de Maués, que este ano vai contar a história de Boa Vista do Ramos.

Além da falta de uma ambulância, pacientes reclamam também da falta de medicamentos no posto médico e da precariedade física do hospital, que está cheio de goteiras. Além disso, um morador que pediu o direito do sigilo da fonte, afirmou que o município está abandonado, com bairros sem água e até sem energia elétrica.

“Não tem mais como mascarar isso. A gente, que mora no interior, sofre muito e fica à mercê. Não tem para quem apelar”, comentou um morador revoltado.

O prefeito Eraldo CB, que está em seu primeiro mandato, não foi localizado para comentar as denúncias.

Boa Vista do Ramos tem pouco mais de 18 mil habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se localiza na calha do Baixo Amazonas.

A única ambulância da cidade, pode ser vista constantemente na oficina para reparos.

De onde vem e como deve ser gasto o dinheiro do município?

O dinheiro que uma cidade tem vem dos impostos e taxas obrigatórios que o cidadão paga. Esses valores devem ser usados em melhorias e benefícios para a comunidade. Existe um preço para nascer, estudar, comer, trabalhar e até para morrer. Em alguns casos, há a cobrança até após a morte.

De onde vem o dinheiro do município

Para a prefeitura, quem for prestador de serviços paga o Imposto Sobre Serviços (ISS). Quem compra um imóvel, o Imposto sobre Transferência de Bens (ITBI). Aqueles que já têm a casa, pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Além desse dinheiro, a cidade recebe ainda parte de outros impostos: o estado repassa 25% do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICMS) e 50% do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

O governo repassa às cidades o Fundo de Participação dos Municípios, que é parte da arrecadação do Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Como deve ser gasto

Existe uma lógica que dita como o dinheiro deve ser gasto. É obrigatório que 25% do orçamento da prefeitura vá para a educação e 15% para a saúde. Os outros 60% são usados para os salários de servidores, encargos e outros.

Cabe ao cidadão fiscalizar se isso está acontecendo corretamente, porque o gestor que descumpre as regras é penalizado. Para que isso seja possível, existem leis que garantem o acesso às informações de como os valores estão sendo usados, como a da Transparência, que obriga os poderes públicos a terem sites onde é possível ver balanços e prestações de contas.

 

 

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