PAREM AS MÁQUINAS E O BIRÔ: CRESCIMENTO DO JORNALISMO ONLINE E NOVAS TECNOLOGIAS DIGITAIS, APONTAM PARA O FIM DOS JORNAIS IMPRESSOS NO AMAZONAS

Chega a ser notório que a internet e os avanços tecnológicos, têm mudado a forma de como as pessoas consomem informações e essa ameaça que ronda o jornalismo impresso, desde meados da década de 1990, se agiganta de forma assustadora, que nos pelo menos nos últimos 5 anos, já se ouve nos bastidores do jornalismo amazonense, a extinção de grandes jornais diários.

Nos últimos 3 anos, uma enxurrada de demissões aconteceram nestes veículos e uma repaginação dos afamados, foi posto para tentar salvar ou garantir, o adiamento do fim e a sobrevivência dos impressos.

Em uma conversa com um jornalista amazonense, relatos de uma boa lembrança na época em que os impressos dominavam as publicidades, em média 1 milhão de exemplares, eram diariamente distribuídos, entretanto, nos dias atuais 80 mil exemplares, tentam cotidianamente sobreviver.

Não há termo de comparação de custos. O jornal impresso exige gráficas pesadas e estoques de papel como se fosse uma indústria, estrutura de distribuição como se fosse um atacadista, colocando os produtos diariamente, para os assinantes, bancas e revendedores, popularmente conhecidos como jornaleiros, o que encarece muito o anúncio, e sem previsão de retorno aos patrocinadores.

As novas tecnologias também chegaram para ficar no Amazonas, e com a democratização na internet, o alcance de milhares de internautas diariamente, tem trazido benefícios, para os novos e antigos empresários do jornalismo online.

O jornal digital ou o jornalismo online, acompanha o assinante em qualquer local que acesse a Internet. O conteúdo não tem limitações de espaço. Tem o hiperlink para remeter a documentos, matérias maiores e outras referências. Pode exibir podcasts, vídeos e transmissões ao vivo nas redes sociais. Tem a interatividade.

As novas gerações já aboliram o papel das suas leituras. E as que se formaram na era do papel gradativamente rumam para as plataformas digitais, imensamente superiores no plano tecnológico. É um espanto a variedade de pessoas de mais idade aderindo entusiasmadas às redes sociais.

É um ambiente em que se chega, primeiro, e se monta o cadastro. Nos dias seguintes, começam a aparecer parentes desaparecidos, amigos de infância, a primeira namorada, o colega de bar. Junto com ele, o novo mundo traz notícias, indicações de amigos, temas de interesse.  E, para os leitores mais qualificados, um universo de opiniões sem paralelo e sem a compartimentalização do papel impresso.

Por todos esses fatores, em prazo relativamente curto, será impossível a sobrevivência do jornal impresso. Todos irão para o meio digital, no qual será muito mais difícil o controle do mercado de opiniões, como ocorre hoje em dia.

 

 

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