EMPRESÁRIO EX-CANDIDATO A VEREADOR DE MANAUS JADER PINTO TAMBÉM FOI PRESO NA OPERAÇÃO “CASHBACK” DA POLÍCIA FEDERAL

O empresário e ex-candidato a vereador nas eleições de 2012 e 2016, Jader Helker Pinto, também foi um dos presos na Operação “Cash Back”, da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quinta-feira, 11. A ação foi um desdobramento da Operação Maus Caminhos, que desde 2016 investiga fraudes e desvios milionários na Saúde do Estado do Amazonas.

Conforme as investigações da Polícia Federal, o grupo teria ligação com o empresário e médico Mohamed Mustafá  dono de uma cooperativa de saúde e apontado como chefe esquema, onde Mustafá ganhava licitações para prestar serviços em troca de pagamento de propina a políticos e funcionários públicos.

De acordo com informações que constam no inquérito 423, da Polícia Federal, Murad operava em conjunto com Jader Helker Pinto, que é suplente de vereador pelo Partido Verde (PV). Em conversas que constam no inquérito, Jader e Murad cobram valores em dinheiro de uma empresária que prestava serviços de assistência à saúde no Governo do Estado.  De acordo com os relatos, Jader se dizia emissário de Murad e afirmava, para cobrar a empresária, que ‘O Estado é nosso’, referindo-se à influência que ambos detinham junto ao Governo do Estado. O contrato da empresária foi rompido de maneira abrupta, depois que ela se negou a continuar os pagamentos.

O empresário Jader Helker Pinto, foi filiado ao Partido da Mobilização Nacional (PMN), onde concorreu a uma das vagas de vereador em Manaus, no ano de 2012, já em 2016 fora do PMN, e estando filiado ao Partido Verde (PV), Jader concorreu novamente a uma das vagas do legislativo municipal.

As investigações da “Operação Cashback” revelaram em uma análise preliminar realizada pela Receita Federal, que empresas fornecedoras de mercadorias e serviços para o Estado do Amazonas utilizavam notas fiscais e recibos “frios” para geração de despesas fictícias. Além da redução de tributos a pagar, esse modus operandi permitia a geração de “caixa 2”, o que, em tese, serviria para enriquecimento ilícito, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro. Há suspeitas de que esse mecanismo foi favorecido pelo superfaturamento dos serviços e produtos fornecidos.

Em quatro anos, essas empresas envolvidas receberam mais de R$ 400 milhões do governo estadual, estimando-se que as fraudes perpetradas superem R$ 140 milhões. A Receita Federal estima que mais de R$ 58 milhões de reais deixaram de ser pagos em função da redução fraudulenta de tributos com despesas fictícias. Esse montante, em valores atualizados e acrescidos de multa, pode alcançar mais de R$ 120 milhões. Novas provas e informações devem ser obtidas com o desencadeamento da operação, dando uma maior dimensão dos prejuízos causados pelo grupo investigado.

A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão em diversos pontos da cidade. Ao todo, 150 agentes da Polícia Federal foram envolvidos na ação.

O termo “CASHBACK”, refere-se à prática do retorno do dinheiro pago às empresas fornecedoras de produtos e serviços ao líder da organização criminosa, o que possibilitava a redistribuição a título de propina aos agentes públicos e políticos.

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