NA CAE, SENADOR OMAR AZIZ DEFENDE DESONERAÇÕES DA ZFM E MINISTRO PAULO GUEDES APOIA

O ministro da Economia Paulo Guedes defendeu, nesta quarta-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), a redução da tributação sobre as empresas e afirmou que a arrecadação deveria ser compensada pelo aumento da cobrança sobre lucros e dividendos. Para o ministro, a reforma da Previdência trará um alívio para as contas públicas e criará um ambiente mais favorável para a redução geral da tributação.

“Se o mundo todo começa a reduzir impostos sobre as empresas, você precisa fazer isso sem prejudicar a distribuição de renda. Se o brasileiro abre uma empresa nos EUA a um custo tributário de 20% e aqui custa 34%, temos que reduzir no Brasil também para 20%. E aumentamos a tributação de lucros e dividendos para 15% para compensar”, afirmou, na audiência pública.

Já o senador Omar Aziz destacou a necessidade de se descentralizar o poder, no que foi acompanhado por Guedes. De acordo com o senador, dessa forma se reduz o custeio da atividade meio e se ganha em agilidade no atendimento das demandas sociais.

Na oportunidade, o parlamentar amazonense destacou, ainda, a sua preocupação com a questão social que envolve a reforma da Previdência: “Há milhões de brasileiros vivendo na zona rural que não tiveram oportunidade. Que não têm assistência médica, assistência odontológica (…) Uma mulher morre de câncer de mama sem saber o que é isso(…) Essas pessoas que nos preocupam”, disse Aziz.

O ministro admitiu, pela primeira vez, que o Congresso deve retirar da reforma da Previdência as alterações propostas para a aposentadoria rural e as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses pontos da reforma são os mais questionados pelos parlamentares.

“Eu tenho certeza que a reforma da Previdência será aprovada. Possivelmente vão tirar o BPC e o rural, mas a reforma será aprovada em um grau. O importante é deixar a reforma consistente em R$ 1 trilhão. Esse R$ 1 trilhão dá potência fiscal para atravessar até o regime de capitalização”, afirmou, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Segundo Guedes, se a reforma da Previdência for aprovada, a taxa de juros básica (Selic) – hoje no piso histórico de 6,50% ao ano – poderá cair até 2%. “Agora, se baixar no empurrão como o governo Dilma, vamos repetir o que aconteceu com o (ex-presidente do Banco Central, Alexandre) Tombini”, completou, em referência ao estouro da meta de inflação.

Fonte: D24

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